Prefeitura de Santa Inês não propõe acordo e greve dos professores continua

A greve dos professores do município de Santa Inês continua. Isso porque a prefeita Vianey Bringel, através da Secretaria Municipal de Educação, não consegue chegar a um acordo com a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma)

Em mais uma tentativa de conseguir uma reunião com a prefeita, em uma ação conjunta, dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) de São Luis e do núcleo local realizaram na semana passada, quinta-feira (31/08), uma grande passeata com ato público em frente à Prefeitura de Santa Inês e à Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Durante o ato de protesto, a secretária de Educação, Maria do Carmo Gama, recebeu a comissão de negociação e sinalizou a reabertura das negociações que seriam para esta semana. A negociação deve ser retomada entre Semed e Sinproesemma, com a presença do Ministério Público.

A categoria denuncia que a prefeita não cumpriu o compromisso assumido com a coordenação regional do Sinproesemma quanto ao pagamento integral do reajuste salarial de 7.64%, referente a este ano. A prefeita pagou apenas 4% do reajuste e, até o momento, mesmo com as cobranças da entidade, a gestora se nega a pagar o restante de 3.64% que falta para recompor os salários da categoria.

“Essa greve não deveria ter acontecido, nós procuramos o diálogo com a prefeita por duas vezes, fizemos a paralisação de advertência, por 48 horas, depois por 72 horas, e o desrespeito continuou. A prefeita continuou se negando a retomar as negociações com a categoria. A nossa esperança, é que tudo se resolva o mais rápido possível, porque do jeito que está, nossas crianças no prejuízo e os professores sofrendo também, sem falar o conteúdo que fica prejudicado”, lamentou a presidente do núcleo do Sinproesemma em Santa Inês, Maria Gorete Barros.

A categoria conta o apoio da direção geral do Sinproesemma e as ações são acompanhadas pelo presidente da entidade, Raimundo Oliveira, e pela secretária de Representação dos Núcleos Municipais, Janice Nery.

PALIATIVO

Na tentativa de enfraquecer a greve, a prefeita de Santa Inês, Vianey Bringel, determinou que os educadores contratados permanecessem em sala de aula, fazendo funcionar algumas escolas.

Também para incentivar parte dos professores a desistirem da greve, a gestora pagou o salário do mês agosto. Porém, as pendências continuam.

O Sinproesemma mantém a greve por todos os direitos adquiridos pela Lei.

com informações: sinporoesemma.org